AMIGOS DO EV GABRIEL

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O atraso



“...O Senhor puniu o faraó e sua corte com graves doenças, por causa de Sarai, mulher de Abrão. Por isso, o faraó mandou chamar Abrão e disse: ‘O que você fez comigo? Por que não me falou que ela era sua mulher? Por que disse que era sua irmã? Foi por isso que eu a tomei para ser minha mulher.” (Gênesis 12.17-19)


A mentira sempre foi um atraso no relacionamento do homem com Deus. Ela foi a primeira lição do diabo para a humanidade.

Ainda no Édem, a serpente perguntou maliciosamente à mulher: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gênesis 3.1), quando Deus havia dito para que comesse livremente de todas as árvores do jardim, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comesse, certamente o homem morreria (Gênesis 2.16-17).

Como não fosse o bastante, em seguida à resposta da mulher, a serpente mentiu mais uma vez, e colocou Deus como mentiroso, dizendo: “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem [do fruto do conhecimento do bem e do mal], seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5). Desde então, a mentira arrebata corações, mentes, atitudes e corpos, levando o homem a uma falsidade em todos os seguimentos dos seus relacionamentos.

O homem mente para os outros homens. Na tentativa de ganhar vantagens, de omitir algo de natureza importante, de prejudicar outrem, o homem mente e muitas vezes sustenta sua mentira até ultrapassar o limite mais extremo.

O homem mente para Deus. Através de suas ciência e capacidade produtiva, o homem procura impressionar Deus, escondendo seu caráter perverso atrás de suas obras, sejam elas grandes ou pequenas. O homem não admite para Deus os seus erros e falhas, não reconhece sua condição deformada pelo pecado e nem busca auxílio para livrar-se dela. No entanto, procura dar altos dízimos [quando é cristão], procura realizar grandes obras, procura enfeitar seus discursos acerca de si mesmo, crendo ser alguém pronto para entrar no céu através desses meios.

O homem mente para si mesmo. Ele se olha no espelho e vê um corpo bonito, um rosto perfeito. Olha em sua conta bancária e vê um saldo satisfatório. Olha ao seu redor e vê grandes amizades. Olha para suas paredes e vê seus certificados. E ele acredita ter conseguido tudo isso sem o auxílio de Deus. Mas quando olha para dentro de si mesmo, finge não enxergar o vazio do seu espírito, a podridão do seu caráter pecador e mau. Deixa-o exatamente como está, porque acredita que abrir mão do seu estilo de vida regalado em nome de uma transformação interior é loucura. Escolhe mentir para si mesmo que é grande, forte e totalmente independente de Deus, o seu Criador.

Abrão saiu da terra de Ur para a terra prometida por Deus. Mas no caminho, ele entendeu que devia mentir. Então, em vez de continuar em frente, voltou para uma cidade pela qual já tinha passado e também onde já havia construído um altar.

Mentira só atrapalha e, em vez de Abrão prosseguir, regrediu. E não só regrediu: ficou “indo de um lugar a outro, até que chegou ao lugar entre Betel e Ai onde já havia armado acampamento anteriormente, e onde pela primeira vez, tinha construído um altar.” (Gênesis 12.3-4)

Hipocrisia, falsidade, mentira. Tudo isso é exemplo muito claro de motivos pelos quais a humanidade e, infelizmente, muitos cristãos, são tão vazios e sem direção, mesmo tendo um Deus tão grande, forte e maravilhoso como o nosso Deus.

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